DADOS GERAIS

Nome oficial: República do Paraguai
Capital: Assunção
Nacionalidade: paraguaia
Idioma oficial: espanhol
Religião: católica (92,9%)
Território: 406.752 km2
Moeda: guarani
População: 5,229 milhões (1998)
População urbana: 50,54% (1998)
Taxa de crescimento demográfico: 2,6% (1995-2000)
PIB (em milhões de US$): 10.601 (1998)
Renda per capita: US$ 1.760 (1998)
Crescimento do PIB: 2,8% ao ano (1990-1998)
Força de trabalho: 2 milhões (1998)
Exportações (em milhão de US$): 1.620 (1998)
Importações (em milhões de US$): 2.915 (1998)
Cidades principais: Assunção (550.060 hab - dado 1997); Cidade de Leste (133.881 hab), São Lorenzo (133.395 hab), Lambare (99.681 hab), Fernando de la Mora (95.287 hab). Dados 1992.
Produção agrícola – Principais produtos: soja, algodão em pluma, cana-de-açúcar e mandioca. Pecuária: bovinos, suínos, aves.
Produção industrial – Principais indústrias: alimentícia, bebidas, tabaco, madeireira, têxtil, vestuário, couro, petroquímica, gráfica e editorial, metalurgia, produtos minerais não-metálicos. Riquezas do solo: calcário, gipsita, petróleo.
Principais parceiros comerciais: Brasil, EUA, Argentina, Holanda (Países Baixos) e Japão.


HISTÓRIA

A história do Paraguai tem início em 1516, com a expedição fracassada de Juan Díaz de Solís ao estuário do Rio da Prata, que divide as atuais Argentina e Uruguai. Após a morte de Díaz, devorado por canibais, os exploradores decidiram retornar à Espanha, mas no caminho de volta um dos barcos naufragou em frente à Ilha de Santa Catarina, na atual costa brasileira. Entre os sobreviventes estava Alejo Garcia, um aventureiro português que tinha conhecimentos do idioma guarani por ter vivido entre os indígenas.

Garcia ficou deslumbrado com as histórias sobre um tal "Rei Branco" contadas pelos índios, que diziam viver a Oeste e governar cidades riquíssimas. O aventureiro juntou alguns homens e mantimentos para uma viagem de um ano pelo interior e deixou Santa Catarina depois de permanecer por ali durante oito anos.

Marchando rumo a Oeste, Garcia descobriu as Cataratas do Iguaçu, cruzou o rio Paraná e chegou a um local onde é hoje Assunção, capital do Paraguai. O grupo recrutou um pequeno exército de 2.000 guerreiros guaranis com o intuito de invadir as terras do “Rei Branco”.
Garcia cruzou o Chaco e chegou até as terras do Império Inca já na região dos Andes, na atual Bolívia, oito anos antes da chegada de Francisco Pizarro. O grupo saqueou uma grande quantidade de metais preciosos e se retirou antes da chegada do exército inca. Porém, Alejo Garcia foi assassinado por seus aliados índios. Mas as notícias sobre a expedição do aventureiro se espalharam e chegaram aos ouvidos de outros exploradores, que também se dirigiram rumo ao rio Paraguai.

Um deles foi Sebastián Gaboto, que pensava encontrar um caminho, pelo continente, mais fácil até Pacífico, sem precisar passar pelo perigoso Estreito de Magalhães. Nessa tentativa, navegou até a atual cidade de Rosário, na Argentina, e chegou até a confluência dos rios Paraguai e Paraná. Devido as dificuldades para continuar navegando, desistiu da empreitada, mas conseguiu de índios locais alguns objetos de prata, “que vinham do Oeste”. Gaboto decidiu mudar sua rota, entrou 40 km pelo rio Paraguai e chego na atual Assunção, onde encontrou uma tribo guarani com vários objetos de prata, que possivelmente tinham pertencido a Garcia. Acreditando haver encontrado a rota das riquezas do Peru, Gaboto batizou o rio Paraguai de “Rio da Prata”. Hoje esse nome só é usado para designar o estuário onde está Buenos Aires.

Ao voltar para a Espanha, em 1530, Gaboto informou o fato ao imperador Carlos V (1519-56), que deu ordens para explorar a região. Juan de Salazar de Espinosa e Gonzalo de Mendoza, navegando pela região muito acolhedora, pararam em uma local e começaram a construir um forte no dia 15 de agosto de 1537, data da Festa da Assunção, nome com o qual batizaram o forte.

Vinte anos depois o povoado já tinha 1.500 pessoas. Os embarques de prata desde o Peru até a Europa atravessavam o vilarejo, e logo Assunção se converteu em um importante núcleo de uma província espanhola gigantesca, que abrangia grande parte da América do Sul. Assunção crescia a cada dia com a chegada de espanhóis de várias outras regiões. Também de Assunção partiram várias expedições, que deram origens a povoados e que hoje são importantes cidades da América do Sul. Por causa disso, Assunção ganhou o nome de "Mãe de Cidades".

Maior guerra da América do Sul

Entre 1864 e 1870 o Paraguai travou com o Brasil, Argentina e Uruguai o maior conflito armado da história sul-americana, tanto pela duração quanto pelo número de soldados. Em novembro de 1864, o ditador paraguaio Francisco Solano López – que tinha planos de formar o Grande Estado do Prata, a ser composto pelo Paraguai, Uruguai e partes da Argentina e do Brasil – declarou guerra ao Brasil, após ter mandado aprisionar o navio mercante brasileiro Marquês de Olinda.

Em janeiro de 1865, Solano López invadiu a província argentina de Corrientes para atacar o território brasileiro. Com isso, a Argentina também entrou na guerra ao lado do Brasil, que já tinha o Uruguai como aliado. Os três países assinaram o Tratado da Tríplice Aliança, apoiados pela Inglaterra, já que o nacionalismo paraguaio ameaçava os interesses ingleses na América do Sul.

Após várias batalhas, o exército paraguaio foi derrotado e o ditador Solano Lópes assassinado em março de 1870. Algumas das batalhas tornaram-se famosas, tais como a do Riachuelo, Tuiuti (considerado o maior combate campal da América do Sul), Itororó e Avaí.
A Guerra do Paraguai aumentou a crise econômica brasileira e arruinou o Paraguai, até então a nação mais desenvolvida da América do Sul.


GEOGRAFIA



Localizado no Centro-Sul da América do Sul, sem saída para o mar (a ligação é feita através do Uruguai, Argentina, Brasil e Chile), o Paraguai possui extensa planície semi-árida a Noroeste, o chamado Chaco. O rio Paraguai corta o território ao meio e, graças à sua navegabilidade, serve de elo entre o norte e o sul.
Limita-se ao Norte com a Bolívia e o Brasil; ao Sul com a Argentina; a leste com o Brasil e a Oeste com a Bolívia.

Possui clima tropical e subtropical. As temperaturas mais baixas são encontradas no Leste e no Sul e aumentam à medida que se segue para o Norte. O inverno e o verão são bastante acentuados na região do Chaco.

No Paraguai podem ser encontrados quatro tipos de vegetação:
Bosque alto: caracterizado por árvores de mais de 20m de altura;
Bosques baixos: árvores com menos de 20m de altura;
Pradaria e planícies: formada por palmeiras e arbustos;
Regiões baixas: áreas pantanosas e pastos.


POLÍTICA

O Paraguai adota o sistema República Presidencialista e é dividido em 17 Departamentos que têm como autoridade máxima o governador. O Legislativo é bicameral: Senado, com 45 membros e Câmara dos Deputados, com 80 membros, ambos os casos eleitos para mandato de 5 anos. A Constituição em vigor é datada de 1992.

ECONOMIA

A base da economia é a agropecuária e o comércio de produtos importados sem taxas. As hidrelétricas construídas em associação com o Brasil (Itaipu) e a Argentina (Yaciretá) fornecem ao país energia farta e barata.

A agropecuária responde por 25% do PIB nacional (dados 1998) e a indústria por 26% (1998). A atividade pecuária concentra-se na região do Chaco, sobretudo no Departamento de Missões, onde são criadas as raças de gado Brahman, Nelore, Santa Gertrudes e Holandesa.


Fontes: Consulado Geral do Paraguai em São Paulo e Ministério das Relações Exteriores do Brasil
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