DADOS GERAISNome Oficial: República do Chile
Capital: Santiago
Nacionalidade: chilena
Idioma oficial: espanhol
Religião: católica (76,7%)
Território: 756.626 km2
Moeda: peso chileno
População: 15.116.435 (2002)
População urbana: 85% (1998).
Taxa de crescimento demográfico: 1,2% (2002)
Força de trabalho: 6 milhões (1998)
PIB (em milhões de US$): 78.700 (1998)
Renda per capita: US$ 4.990 (1998)
Exportações (em milhões de dólares): 14.900 (1998)
Importações (em milhões de dólares): 18.800 (1998).
Principais cidades: Santiago (4.640.635 hab), Concepción (362.589 hab), Puente Alto (363.012 hab), Viña del Mar (330.736 hab), Valparaiso (283.489 hab), Talcahuano (269.265 hab) – Dados 1997
Produção agrícola – Principais produtos: trigo, aveia, cevada, milho, feijão, beterraba, alho, uva, semente de colza e semente de girassol. Pecuária: bovinos, suínos, ovinos e aves.
Produção industrial – Principais indústrias: alimentícia e metalúrgica. Riquezas do solo: cobre, ouro, prata, molibdênio, minério de ferro, nitrogênio, minério de manganês, chumbo, carvão.
Principais parceiros comerciais: EUA, Japão, Bélgica, Luxemburgo, Brasil, Alemanha, Argentina e Reino Unido.
HISTÓRIA
Os primeiros habitantes do Chile, antes da chega dos europeus, eram tribos indígenas com predominância dos Mapuches, que lutaram contra as tentativas de invasão dos Incas ao Norte. Da mesma forma, os Mapuches ofereceram grande resistência ao domínio dos espanhóis. Um dos primeiros exploradores europeus a chegar na região foi Diego de Almagro, em meados do século XVI.
Só depois da morte de Francisco Pizarro, que tinha designado Pedro de Valdívia para conquistar o Chile, é que os primeiros espanhóis começaram a chegar ao Vale de Mapocho em 1541, onde fundaram a cidade de Santiago, em 12 de fevereiro daquele ano.
Na época, a Audiência do Chile era uma divisão administrativa no Império Espanhol e fazia parte do grande Vice-Reino do Peru, cuja principal cidade era Lima
Os vários focos revolucionários surgidos contra Espanha por toda a América Latina encorajaram o povo chileno, que já tinham uma identidade cultural definida. Assim em, 1810, também iniciaram os movimentos de independência do país, comandados pelo libertador José de San Martín, que lutou pela liberdade do Chile e da Argentina. O país obteve a independência formal em 1818.
Ao longo do tempo, o Chile perdeu território além dos Andes, mas ganhou faixas de terra, também ao Norte, na Guerra do Pacífico entre 1879 e 1883, do Peru à Bolívia, e ao Sul, da Patagónia até a Terra do Fogo.
GEOGRAFIA

O Chile tem superfície de 756.626 km2. Espremido entre o oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, ocupa uma estreita e longa faixa de terra de 4.329 km desde o Norte, na fronteira com o Peru, até o oceano Glacial Antártico, no extremo Sul. A largura média do país é de 200 km. Faz fronteira de Norte para Sul, com o Peru, Bolívia e Argentina. O território chileno é integrado, também, pela Ilha de Páscoa, no oceano Pacífico, a 3.700 km do continente.
A paisagem chilena é caracterizada pelos contrastes. Enquanto no Norte o clima é o responsável pelo deserto mais árido do mundo (o de Atacama), na região Central e Sul do país se multiplicam os vales férteis, onde estão as grandes plantações de nectarinas e uvas, entre outras frutas.
No Chile, a Cordilheira dos Andes apresenta alguns dos picos mais altos da América do Sul ultrapassando muitos os 6.000m de altitude. O mais elevado do país é o Cerro Ojos del Salado, com 6.893m.
CLIMA
Os mais de 4 mil quilômetros de extensão possibilitam ao Chile ter uma variedade de clima, que vai desde a aridez de deserto até chuvas torrenciais, ao Sul do país. Os tipos de climas são divididos em três grupos:
Clima árido – ao Norte, onde a Cordilheira dos Andes atua como um “biombo climático”, impedindo a passagem do vento úmido que sopra do mar. Esse fenômeno explica porque o deserto de Atacama é um dos lugares mais áridos do planeta.
Clima temperado – grande parte do território chileno está nessa categoria com algumas variações de acordo com a região. Mas, em geral, tem temperatura agradável e as estações do ano bem definidas. Em alguns lugares, as chuvas variam de 4.000 e 7.000mm por ano.
Clima frio – Também apresenta alguma variações, de acordo com o relevo e a localização em relação ao mar. No Andes patagônico, por exemplo, está o frio de estepe, com temperaturas de -2,5ºC no inverno e 12ºC no verão. Já na região da Antártica, o frio polar, marcado por fortes ventos, os termômetros não passam de 0ºC durante todo o ano. Enquanto isso, a Ilha de Páscoa tem clima quente subtropical com chuvas no ano todo e temperatura média de 20,4ºC.
POLÍTICA
O Chile adota o sistema de República Presidencialista. É dividido em 13 regiões, que são subdivididas em províncias e uma área metropolitana.
Os principais partidos são o Socialista do Chile (PS), o Democrata-Cristão (PDC), a União Democrata Independente (UDI) e a Renovação Nacional (RN). O Legislativo é bicameral. – Senado, com 49 membros eleitos para mandato de 8 anos; e Câmara dos Deputados, composto por 120 membros, com mandato de 4 anos.
A Constituição em vigor é de 1981.
ECONOMIA
A economia chilena é a quarta mais importante da América Latina, atrás apenas do Brasil, México e Argentina. O crescimento real de PIB, no período de 1991 a 1995, foi de 6,5% ao ano. Nos últimos quatro anos, os programas governamentais conseguiram tirar da pobreza um milhão de pessoas.
O cobre continua sendo vital para o Chile, que ainda é o maior produtor e exportador mundial do metal. Além dele, o subsolo chileno é rico em estanho, minério de ferro, nitrato, molibdênio e metais preciosos.
A agricultura também tem um grande peso dentro da economia do país. Destaca-se pela produção de trigo, milho, feijão, beterraba (para extração do açúcar), batata e frutas, além de carnes bovina e de aves e lãs.
As indústrias estão nos setores de produtos alimentícios, processamento de pescados, de ferro e aço, de madeira e produtos manufaturados de madeira, de maquinaria e transporte, cimento e têxtil. O crescimento da produção industrial foi de 4,3% (1998).
Fontes: www.emb-chile.pt, www.guiadelmundo.com, Ministério da Relações Exterior do Brasil, www.portalbrasil.com.br

















