DADOS GERAISNome oficial: República Argentina
Capital: Buenos Aires
Nacionalidade: argentina
Idioma oficial: espanhol
Religião: cristianismo 90,9% (maioria católica), outras 9,1% (1995).
Território: 3.761.274 Km²
Moeda: peso
População: 36.223.947 (2001)
População urbana: 89% (1998)
Taxa de crescimento demográfico: 1,3% ao ano (1995-2000)
PIB (em milhões de US$): 298.100 (1998)
Renda per capita: US$ 8.030 (1998)
Crescimento do PIB: 5,6% ao ano (1990-1998)
Força de trabalho: 14 milhões (1998)
Exportações (em milhões de US$): 25.200 (1998)
Importações (em milhões de US$): 31.400 (1998)
Principais cidades: Buenos Aires, Córdoba, Rosário, Mendoza, Mar del Plata e Bariloche
Produção agrícola - Principais culturas: trigo, milho, soja e sorgo. Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Produção industrial - Principais indústrias: alimentícia, bebidas, química, equipamentos de transporte, refino de petróleo. Riquezas do solo: petróleo, gás natural, carvão.
Principais parceiros comerciais: Brasil, EUA, Itália, Chile, Alemanha.
HISTÓRIA
O território que hoje é a República da Argentina foi descoberto e explorado pela Coroa Espanhola. A região era habitada por indígenas querandis (no leste), charruas (nos pampas), quíchuas (nos Andes) e guaranis (no nordeste). Os conquistadores espanhóis, comandados por Juan Díaz de Solís, aportaram no rio da Prata, em 1516. No século XVII, o território, pertencente ao Vice-Reinado do Peru, era um importante produtor de erva-mate, tabaco e algodão, além da pecuária. Em1776, o intenso comércio transformou o porto de Buenos Aires, fundado em 1580, em capital do Vice-Reinado do Prata.
Nem todas as regiões do país foram colonizadas por homens vindos diretamente da Espanha. A região estava sendo conquistada por outras colônias espanholas, e isso fez com que a Argentina tivesse três diferentes correntes colonizadoras.
Corrente do Leste – explorou a região do Rio La Plata. A expedição colonizadora, vinda da península do Rio La Plata, foi comandada por Pedro de Mendoza, que fundou o povoado de Puerto de Nuestra Señora Santa María del Buen Ayre, em 13 de fevereiro de 1536. A região englobava parte da atual província de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Rios, Corrientes, Misiones, Chaco e Formosa e se estendia até o que é hoje o Uruguai, Paraguai e Assunção.
Corrente do Norte – Vinda a partir do Peru, explorou a região norte, chamada Tucuman, que compreendia (em parte ou totalmente) as atuais províncias de Jujuy, Salta, Tucuman, Santiago del Estero, Catamarca, La Rioja e Córdoba. O descobridor do norte argentino foi Diego de Almagro.
Corrente do Oeste – Explorou a região de Cuyo, seguindo as ordens do governador de Santiago do Chile. Compreendia as atuais províncias de San Juan, Mendoza e San Luis. A expedição foi comandada por Francisco de Villagra, em 1551, e a colonização teve início com Pedro del Castillo ao fundar, em 1561, a cidade de Mendoza.
A independência da Argentina foi proclamada em Tucuman, em 1816, num movimento liderado pelo general Jose de San Martin. O país perdeu a banda oriental numa guerra com o Brasil, entre 1825 e 1828, que depois tornou-se a República do Uruguai.
GEOGRAFIA

Localizada na América do Sul, a Argentina tem superfície de 3.761.274 km² dos quais 2.791.810 km² no Continente Americano e 969.464 km² no Continente Antártico (incluindo as Ilhas Orcadas do Sul) e nas ilhas austrais de Georgias do Sul e Sandwich do Sul. É o quarto maior país do Continente, depois do Canadá, Estados Unidos e Brasil, e o sétimo do mundo.
Ao Norte, limita-se com a Bolívia e o Paraguai; ao Sul com o Chile e o oceano Atlântico, que se estende até o extremo austral do Cabo São Pio, na Terra do Fogo; a Leste com o Brasil, o Uruguai e o oceano Atlântico; e a Oeste com o Chile.
A extensão de sua fronteira é de cerca de 15 mil quilômetros, dos quais 9.376 km fazem divisa com cinco países. Sua paisagem é formada por campos, zonas de aridez, relevos montanhosos, rios e lagos imensos, vegetação de estepe, bosque e selvas.
PRINCIPAIS CIDADES
· Buenos Aires
A cidade tem 202 km2 de superfície e 3.100.000 habitantes. Somada a região metropolitana, a população de Buenos Aires chega a mais de 10 milhões de pessoas e se classifica entre as dez maiores cidades do mundo.
· Córdoba (Província de Córdoba)
Por sua relevância econômica e cultural, Córdoba (com mais de 1,3 milhão de habitantes) é a cidade mais importante do interior do país. Conta com sete universidades, que recebem estudantes de várias nações da América do Sul. A Universidade Nacional de Córdoba é uma das mais antigas do continente, fundada em 1613.
· Rosário (Província de Santa Fé)
Possui mais de 1 milhão de habitantes, a maioria descendentes de italianos e espanhóis. A Região de Grande Rosário é um importante pólo de desenvolvimento regional argentino. A cidade está em um local estratégico - no ponto de interesecção dos principais corredores de transporte do Mercosul, seja via terrestre ou fluvial.
· La Plata (Província de Buenos Aires)
É um centro administrativo, comercial, recreativo e cultural. Os edifícios, praças, avenidas e parques chamam a atenção pela belíssima arquitetura. A cidade tem cerca de 940,38 km² e aproximadamente 599 mil habitantes.
· São Miguel de Tucumán (Província de Tucumán)
É o principal produtor de açúcar e limão, que constituem a base de sua economia, e o segundo de feijão, pimentão e vagem. A população é de 1.336.664 habitantes.
· Mar del Plata (Provincia de Buenos Aires)
Situada a 400 quilômetros ao sul da capital. Tem 1.453 km² e cerca de 600 mil habitantes.
· Mendoza (Província de Mendoza)
Com superfície de 148.827 Km2 e 1,5 milhão de habitantes é a capital da província de mesmo nome.
CLIMA
São quatro os tipos de clima na Argentina: quente, temperado, árido e frio, determinados pela extensão do território e pelos acidentes geográficos. O clima quente é encontrado nas províncias de Misiones e Corrientes e tem como principal característica temperaturas elevadas e chuvas abundantes o ano todo. O temperado abrange a região de Buenos Aires; o árido afeta mais ao sul do país; e o frio, nos Andes da Patagônia e na Terra do Fogo, caracterizado por baixa temperatura, chuvas escassas e, durante o inverno, tempestades de neve.
O mês de março, quase no início do outono argentino, é a época ideal para visitar qualquer ponto do país.
POLÍTICA
A Argentina é uma República Presidencialista. O país é divido em 22 províncias que, por sua vez, são subdivididas em municipalidades, Distrito Federal de Buenos Aires e Território Nacional da Terra do Fogo.
Os principais partidos são o Justicialista (PJ, também conhecido como Peronista), União Cívica Radical (UCR) e Frente do País Solidário (Frepaso).
O Poder Legislativo é bicameral, composto pelo Senado, com 63 membros, e Câmara dos Deputados, com 257 cadeiras. Senadores e deputados são eleitos por voto direto para mandatos de 6 e 4 anos, respectivamente.
A Constituição atual entrou em vigor em 1994.
ECONOMIA
A Argentina é a terceira maior economia da América Latina, atrás apenas do Brasil e do México. A grande força concentra-se na região da Bacia do Prata, onde vivem 75% da população e estão instaladas as principais companhias. A atividade industrial Argentina começou no século passado, com a fabricação de vinho e açúcar, e hoje abrange vários setores, como petrolífero, petroquímica, siderurgia, frigorífico, laticínio, moinho, têxtil, automotivo, metalurgia, papel, tabaco e cimento.
O país se destaca, também, por sua produção agrícola. A Bacia do Prata, região de pampa úmido, é o centro agropecuário argentino, com destaque para o cultivo de trigo, soja, milho e criação de gado (carne e couro). No pampa seco, a Oeste, estão as plantações de uvas e maçãs, além das indústrias de vinho e petrolíferas. Ao Norte, concentra-se o cultivo de cana-de-açúcar, algodão, arroz, exploração de madeira e erva-mate.
CULTURA
TANGO
O tango é a manifestação cultural que representa o povo argentino. Mais do que um estilo de música e dança, o tango, para os argentinos, possui uma linguagem muito particular, além de usos e costumes específicos e até uma filosofia, que identifica sua gente.
A música surgiu em meados do século 19 nos conglomerados habitacionais vizinhos de Buenos Aires onde viviam pessoas vindas do interior, imigrantes europeus e alguns portenhos pobres, cuja miscigenação deu origem a uma nova classe social. Talvez em busca de uma maneira para se identificar socialmente como grupo e sentir-se em casa no novo lugar, começaram a criar manifestações que misturavam as várias culturas, entre elas o tango.
Por muito tempo, o ritmo ficou restrito devido às gírias que eram usadas e só compreensíveis pela classe operária. Este também foi o motivo pelo qual o tango começou a ser difundido a partir da dança – a música cantada só foi popularizada muito tempo depois. Os argentinos costumam dizer que o tango “é muito mais que um suave bailado que acompanha uma música – é a dança mais profunda do mundo”.
Aos poucos, o ritmo passou a inspirar grandes compositores, interessados na riqueza das raízes populares. A temática trata sempre de um homem comum e seus problemas, a cidade e suas lembranças. Por causa disso, o tango converte-se em um retrato de Buenos Aires e sua gente.
Fontes: Ministério das Relações Exteriores da Argentina, Governo da Cidade de Buenos Aires e www.surdelsur.com

















