DADOS GERAISNome oficial: República da Nicarágua
Capital: Manágua
Nacionalidade: nicaragüense
Idioma oficial: espanhol
Religião: católica (76,7%)
Território: 129.494 km2
Moeda: córdoba
População: 4.918.393 (julho de 2001, estimativa)
População urbana: 55% (1998)
Taxa de crescimento demográfico: 2,7% ao ano (1995-2000)
PIB (em milhões de US$): 2.400 (2000)
Renda per capita: US$ 370 (1998)
Crescimento do PIB: 4,3% (2000)
Força de trabalho: 2 milhões (1998)
Exportações (em milhões de US$): 631
Importações (em milhões de US$): 1.600
Principais cidades: Manágua (864.201 hab), León (123.865 hab), Chinandega (97.387 hab), Masaya (88.971 hab), Granada (71.783 hab) – dados 1994.
Produção agrícola – Principais produtos: café, cana-de-açúcar, banana, algodão em pluma, milho, arroz e feijão. Pecuária: bovinos, suínos e aves.
Produção industrial – Principais indústrias: alimentícia, bebidas, refino de petróleo e química. Riquezas do solo: ouro, prata e gipsita.
Principais parceiros comerciais: EUA, Venezuela, Costa Rica, Guatemala, Panamá, Alemanha, El Salvador, Espanha e Japão.
HISTÓRIA
Há pelo menos 10 mil anos o território onde está hoje a Nicarágua já era povoado conforme comprova uma pegada encontrada na região de Manágua. Também há indícios de que vários séculos antes de Cristo o local recebeu migrações indígenas do México.
Foi Cristóvão Colombo que descobriu essa região do Pacífico. Porém, quem explorou o território foi Gil González de Ávila, que derrotou o povo comandado pelo cacique Nicarao. Em 1524, Francisco Hernández de Córdoba fundou as primeiras cidades, de León e Granada. Os espanhóis foram atraídos pelo ouro oferecido pelos indígenas, mas o metal logo se esgotaria. Com isso, León e Granada passaram a se dedicar à agricultura e ao comércio, surgindo uma grande rivalidade entre elas.
A região do Caribe nunca foi completamente dominada pelos espanhóis. Os ingleses também mantiveram fortes relações comerciais com os índios miskitos, que habitavam o território nicaragüense. Como conseqüência desse intenso contato, ainda hoje uma parte da população fala inglês e até chama de “espanhóis” os demais habitantes da Nicarágua que dominam este idioma.
Em 1821, a então colônia tornou-se independente da Espanha e, três anos, depois passou a fazer parte da Confederação de Repúblicas da América Central. Deixou a aliança em 1839, tornando-se um Estado independente.
GEOGRAFIA

Localizado a Oeste da América Central, é o maior país da região. Limita-se ao Norte com Honduras, ao Sul com Costa Rica, a Leste com o mar do Caribe e a Oeste com o oceano Pacífico. O país pode ser dividido em três principais regiões: planície do Pacífico, montanhas do Centro-Norte e planície Caribenha ou Costa dos Mosquitos. A planície do Pacífico possui clima quente, terras férteis e cerca de 40 vulcões. É nessa região que se encontram as principais cidades do país – Manágua, Granada e León. Os lagos, as chuvas e o solo fértil tornam a agricultura a principal atividade econômica local. O lago de Nicarágua, com mais de 400 ilhas, é o maior do país e liga-se ao mar do Caribe por meio do rio San Juan.
A região Centro-Norte é recortada por montanhas e vales. O solo também é fértil, favorecendo a agricultura. O ponto culminante da Nicarágua, o Pico Mogotón (2.103m), encontra-se nessa região, bem próximo da fronteira com Honduras.
A Costa dos Mosquitos representa quase a metade do território nicaragüense e abriga os principais rios do país. Porém, é a região menos povoada. Possui vegetação de savana e florestas tropicais.
O clima varia de acordo com a região e a altitude. A planície do Pacífico tem temperatura quente, com uma estação seca e outra úmida. O índice pluviométrico chega a 1.900 mm anuais. A Costa dos Mosquitos, por sua vez, apresenta clima quente e úmido, com índices pluviométricos anuais em torno de 3.300 mm. Já a região montanhosa tem clima mais frio.
POLÍTICA
A Nicarágua adota o sistema de República Presidencialista. O país é dividido administrativamente em 15 Departamentos e 2 regiões autônomas (Atlântico Norte e Atlântico Sul). Assembléia Nacional (Poder Legislativo) é unicameral, composta por 90 membros eleitos para mandato de 6 anos. A Constituição em vigor é de 1987.
ECONOMIA
A economia nicaragüense, devastada durante os anos 80 pela guerra civil, só agora começa a se recuperar. Desde março de 1991, quando o governo lançou um plano de estabilização, o país tem obtido considerável êxito no combate à inflação e conseguido ajuda econômica do exterior. A taxa inflacionária caiu de mais de 750%, em 1991, para menos de 5% em 1992.
Também estão sendo feitos esforços para liberalizar as regras do comércio exterior, que incluem medidas para anular certas obrigações do exportador em relação aos lucros nas vendas ao estrangeiro. Ao mesmo tempo, foi conseguida uma moratória com os credores do Clube de Paris e com os Estados Unidos. O desemprego continua sendo o principal problema da Nicarágua – cerca de 50% da população do país está sem emprego ou subempregada.
A agricultura é a principal atividade econômica, que responde por 34,9% do Produto Interno Bruto, enquanto a indústria participa com 22,2%. A Nicarágua exporta basicamente café, camarão e lagosta, açúcar, banana, algodão e carne; e importa máquinas e equipamentos, matérias-primas e bens intermediários, bens de capital, bens de consumo, petróleo, combustível e lubrificante.
Fontes: Ministério das Relações Exteriores do Brasil, www.portalbrasil.net e www.guiadelmundo.com, http://lanic.utexas.edu

















