DADOS GERAIS

Nome oficial: República de Cuba
Capital: Havana
Nacionalidade: cubana
Idioma oficial: espanhol
Religião: sem filiação (57,9%), católicos (39,5%) – Dados 1997
Território: 110.860 km2
Moeda: peso
População: 11.251.000 (2002)
População urbana: 75,4% (2002)
Taxa de crescimento demográfico: 0,4% ao ano (1995-2000)
PIB (em milhões de US$): 27.573 (2002)
Renda per capita: US$ 1.895 (em média) - dado 1998
Crescimento do PIB: 2,5% ao ano (1997)
Força de trabalho: 6.647.200 (2002)
Exportações (em milhões de US$): 1.700 (1998)
Importações (em milhões de US$): 3.600 (1998)
Principais cidades: Havana (2.184.990 hab), Santiago de Cuba (432.396 hab), Las Tunas (324.011 hab), Camaguey (296.601 hab), Holguin (243.240 hab) – Dados 1995.
Produção agrícola – Principais culturas: cana-de-açúcar, tabaco, arroz, frutas cítricas e banana. Pecuária: bovinos, eqüinos, suínos e aves.
Produção industrial – Principais indústrias: alimentícia, bebidas, tabaco, máquinas e química. Riquezas do solo: níquel, cobalto, cobre e cromita.
Principais parceiros comerciais: Federação Russa, Holanda, China, República Tcheca, Bulgária, Canadá.


HISTÓRIA

O navegador Cristóvão Colombo descobriu a ilha de Cuba em 27 de outubro de 1492. Em sua primeira viagem, explorou a parte Leste e, na segunda, a parte Meridional e o Oeste. Até a morte, Colombo acreditava que Cuba fazia parte do continente americano.

Sebastián Ocampo foi o primeiro a dar a volta completa em Cuba, em 1509. Antes, desde 1498, já se sabia que o território era uma ilha devido a uma viagem secreta que teria sido feita por Alonso de Ojeda ou por Vicente Yañez Pinzón, acompanhado por Juan de la Cosa. A exploração de Ocampo serviu para acabar com as dúvidas sobre o território e revelar a existência de uma população indígena pacífica, boas terras para cultivo e bons locais para aportar. Essas condições favoráveis abriram o caminho para a colonização espanhola.

Assim, em 1510, chegou a Cuba o navegador Diego Velázquez, que fundou naquele mesmo ano a vila de Baracoa. Cinco anos depois, em 1515, aportaram na ilha as expedições colonizadoras de Pánfilo de Narváez e Juan de Grijalva que, sem muita resistência dos nativos, fundaram as vilas de Trinidad, Espírito Santo e San Cristóban de Habana e, posteriormente, as de Puerto Príncipe (hoje Camaguey) e Santiago de Cuba, onde foi construída a primeira capital. Diego Velazquez foi o primeiro governador de Cuba, posto que ocupou até sua morte, em 1524.

Durante seu mandato, Velázquez iniciou a exploração das minas e recebeu os primeiros escravos negros levados à ilha para substituir a mão-de-obra dos nativos, que foram dizimados. Em 1540, apenas 30 anos depois da chegada dos espanhóis, a população indígena se reduzia a algumas centenas, de um total estimado em 120 mil no ano de 1500. As mortes foram causadas por maus tratos, sarampo, varíola e outros males levados pelos espanhóis.

Durante o século XVI, Cuba foi utilizada como trampolim para a colonização do continente americano. Em 1513, Juan Ponce de León chegou à Flórida e, em 1519, Hernán Cortés saiu de Havana com o objetivo de conquistar o México, que se tornara ponto de abastecimento das frotas de volta à Espanha.

Paralelamente, a ilha passou a sofrer ataques constantes de piratas devido a importância que adquirira como cidade, já em 1592. Ali foi construído um aqueduto e iniciava-se a indústria açucareira, trazendo como conseqüência o tráfico maciço dos escravos da África.

As guerras pela independência nos vários países da América Latina alimentaram os sonhos dos cubanos de também se libertarem do domínio espanhol. A luta armada com esse objetivo começou em 10 de outubro de 1868, com o chamado “Grito de Yara”, e se seguiu durante o século XIX até a intervenção dos Estados Unidos, em 1898, dando início à Guerra Cubano-Espanhola-Americana, ou Guerra de Independência de Cuba. Os americanos ocuparam a ilha até 1902, quando foi reconhecida a independência de Cuba, mas com algumas restrições que previam a intervenção dos EUA em determinados assuntos internos do país.

O rompimento com os EUA se deu em 1959, quando Fidel Castro, comandando um exército rebelde, derrubou o ditador Fulgencio Batista. Castro assumiu o poder, que perdura ainda nos dias de hoje, alinhado com o socialismo da então União Soviética.


GEOGRAFIA



Cuba é a maior ilha das Antilhas, situada ao Sul da Flórida (EUA) e a Leste da península de Yucatã (México). A república é formada por várias pequenas ilhas adjacentes, mas apenas as de Cuba e de Pinos têm condições de abrigar populações residentes permanentes. Possui localização estratégica por estar na entrada do Golfo do México e por ter as costas voltadas para o Mar do Caribe e oceano Atlântico.

Grande parte da superfície é plana, com altitude inferior a 100m acima do nível do mar. Possui apenas três cadeias de montanhas - as serras dos Órganos, de Guaniguanico e do Rosário. Uma das características naturais do território é o grande número de crateras, formadas de rochas calcárias, perto de Havana. O clima é tropical.


POLÍTICA

Cuba é uma República Socialista, que adota o regime de partido único (Partido Comunista Cubano) e um órgão supremo (Assembléia Nacional do Poder Popular). O país é dividido em 14 Províncias que, por sua vez, são divididas em Municipalidades. O Poder Legislativo (a Assembléia Nacional do Poder Popular) é unicameral composta por 601 membros eleitos para mandato de 5 anos.

A Constituição em vigor, de 1976, estabelece que “o poder pertence à classe trabalhadora”. O presidente Fidel Castro Ruz é o chefe de Estado e de Governo desde 1959, eleito em 1976 e reeleito em 1981, 1986, 1993 e 1998.


ECONOMIA

A economia cubana é baseada na indústria e na agricultura (principalmente cana-de-açúcar). Ambas as atividades respondem por 43,9% do Produto Interno Bruto. Os principais produtos da pauta de exportações são açúcar, níquel, frutos do mar, cítricos e café. As importações incluem combustíveis e lubrificantes, químicos, alimentos, maquinaria e equipamentos.

O Brasil tem grande destaque nas relações comerciais com Cuba. Em 2000, as exportações brasileiras somaram US$ 94,6 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 20,7 milhões.

Fontes: Governo de Cuba, Ministério das Relações Exteriores do Brasil, www.hicuba.com
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