DADOS GERAISNome oficial: Estados Unidos Mexicanos
Capital: Cidade do México
Nacionalidade: mexicana
Idioma oficial: espanhol
Religião: católicos (89,7%)
Território: 1.972.547 km2
Moeda: peso novo mexicano
População: 97.361.711 (1999)
População urbana: 74,68% (1999)
Taxa de crescimento demográfico: 1,7% ao ano (1999-2000)
PIB (em milhões de US$): 637.000 (2002)
Renda per capita: US$ 6.147 (2002)
Crescimento do PIB: 0,7% (2002)
Força de trabalho: 44,3 milhões (2002)
Exportações (em milhões de US$): 158.400 (2001)
Importações (em milhões de US$): 168. 400 (2001)
Principais cidades: Cidade do México (9.815.795 hab); Guadalajara (1.633.216 hab), Netzahualcóyotl (1.233.868 hab), Puebla (1.122.569 hab), Monterrey (1.088.143 hab), León (1.042.132 hab), Juárez (1.011.786 hab)
Produção agrícola – Principais produtos: milho, trigo, soja, arroz, feijão, algodão e café. Pecuária: bovinos, suínos, eqüinos e aves.
Produção industrial – Principais indústrias: alimentícia, bebidas, tabaco, química, ferro e aço, extração e refino de petróleo, veículos, bens duráveis. Riquezas do solo: petróleo, gás natural, prata, zinco e cobre.
Principais parceiros comerciais: EUA, Canadá, Japão, Espanha, Chile, Brasil.
HISTÓRIA
O México foi o berço de várias civilizações nativas americanas avançadas, das culturas mesoamericanas, como os Maias e os Astecas (leia mais em Cultura). A história desses povos está baseada em lendas, e uma delas conta que uma tribo nômade da região de Aztlán, norte do México, buscava uma terra onde pudesse construir um grande império.
Foram aconselhados pelo deus Huitzilopochtli a se fixar no local onde encontrassem uma águia pousada em um cacto devorando uma serpente.
A cena, que hoje é retratada na bandeira do México, foi vista em uma ilha do lago Texcoco, rodeado pelos vulcões Iztaccíhuatl e Popocatépetl, surgindo assim, em 1325, Tenochtitlán, a cidade sagrada dos astecas e atual Cidade do México.
O povo logo expandiu seu território e passou a dominar o sul, o leste e grande parte do centro do país. Os prisioneiros capturados nos conflitos eram sacrificados para agradar aos deuses.
Ao chegarem ao México os espanhóis encontraram uma civilização consolidada com mais de 3.000 anos de história. Uniram-se aos povos dominados pelos astecas e, comandados por Hernán Cortés, partiram rumo a Tenochtitlán e derrotaram o poderoso império de Montezuma II.
A Cidade do México foi criada em 1521, depois dos violentos conflitos. Sob as ordens de Cortés, Tenochtitlán foi totalmente destruída, e as mesmas pedras foram usadas para levantar uma nova cidade. Sob o jugo dos dominadores, que durou 300 anos, os astecas tiveram de trabalhar nas fazendas e aceitar o modo de vida espanhol.
No início do século XIX, influenciadas pelas guerras napoleônicas, tiveram início as lutas pela libertação no México. A declaração unilateral da independência, em 1810, mergulhou o país em uma guerra com a Espanha, que só terminaria em 1821 com a conquista definitiva da emancipação do domínio espanhol. Com o passar do tempo, o território mexicano foi se reduzindo, devido às vendas ou perdas para os Estados Unidos. Em 1860, o país chegou a sofrer uma ocupação militar francesa, que foi rechaçada por Benito Juárez.
Apesar de o idioma oficial ser o espanhol, no México falam-se 54 dialetos e línguas indígenas, sendo os principais o náhuatl, as línguas maias, o otomi, o mixteco e o totonaca.
GEOGRAFIA

O México é o único país de língua espanhola localizado na América do Norte. Com 1.972.547 km2, é o 14° maior país do planeta em superfície. Limita-se com os Estados Unidos, ao Norte, ao longo de 3.117,9 km de fronteira, e com a Guatemala e Belize ao Sudeste. O território é banhado pelo oceano Pacífico, que forma o Golfo do México, e o mar do Caribe. Com 11.592,7 km de costa, o México tem o segundo mais extenso litoral da América do Norte, depois do Canadá.
O país possui duas cadeias de montanhas, a Serra Madre Ocidental e a Serra Madre Oriental, que se juntam próximo ao istmo de Tehuantepec. O vulcão Citlaltépetl (Pico de Orizaba), com 5.610 m acima do nível do mar, é o ponto mais alto do México.
Possui climas muito diferentes, que variam de locais quentes, cuja temperatura média é superior aos 26°C, aos frios com temperaturas médias inferiores a 10°C.
A característica topográfica mais marcante é o altiplano, que ocupa mais de um quarto da área total do México. Os rios mais importantes são o Bravo, Lerma-Santiago, Balsas, Pánuco, Papaloapan, Coatzacoalcas, Usumacinta, Yaqui, Mayo e Conchos.
POLÍTICA
O México é uma República presidencialista, constituída por 31 Estados e um Distrito Federal. O Poder Legislativo adota o sistema bicameral: Senado (composto por 128 membros, com mandato de 6 anos) e Câmara dos Deputados (500 membros, mandato de 3 anos), que compõem o Congresso da União.
A Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos é datada de 5 de fevereiro de 1917.
ECONOMIA
Durante o século XX, o México destinou grandes recursos para o setor industrial, assim como fez a maioria dos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, imprimiu um ritmo no programa de privatização, que reduziu as empresas estatais de mais de 1.000, em 1980, para menos de 200, em 2000, e promoveu a abertura para o capital estrangeiro.
Até 1993, o governo mexicano já havia vendido cerca de 80% de suas indústrias a investidores privados, obtendo US$ 21 bilhões. Hoje, o México é a segunda economia mais importante da América Latina, atrás apenas do Brasil.
O petróleo continua sendo o principal combustível da economia mexicana desde sua nacionalização, em 1930. Sob a administração da estatal PEMEX, o México tornou-se o quarto produtor e o oitavo exportador mundial do produto. Porém, o controle do Estado e os limites de atuação impostos pela Constituição têm impedido que a PEMEX inicie um processo de modernização de sua infra-estrutura e de exploração das jazidas. A entrada do setor privado na área petrolífera, que poderia aumentar a produção. encontra grande resistência no país. Assim, os esforços da PEMEX limitam-se aos recursos repassados pelo governo federal.
A crise das dívidas que se abateu na América Latina, em 1982, pressionou uma onda de reformas econômicas no país. O México entrou no GATT, em 1986, e passou a fazer parte do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, em 1994, que tem como membros os Estados Unidos e o Canadá.
A partir daí, o comércio com os americanos e canadenses triplicou. Porém, nem todos os setores econômicos mexicanos se beneficiaram da mesma maneira com o tratado. As áreas mais modernas ganharam maior dinamismo, enquanto grupos do setor agropecuário continuam se opondo ao acordo.
Até 2001, o México já havia firmado tratados de livre comércio com nove países da América Latina, União Européia, AELC (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça) e Israel. O país continua negociando acordos com mais países da América Latina e Ásia na busca pela diversificação do mercado externo.
Além da diversificada indústria (responsável por 26% do PIB), a pecuária tem importante papel na economia mexicana – em 1993, o país era o 10° produtor mundial de carne. Outra atividade de destaque é a pesqueira, beneficiada pela extensão do litoral.
Em 1993, o México ocupava também o 10° lugar mundial na produção de pescados.
Os principais recursos naturais são o petróleo (com reservas estimadas em 62,058 bilhões de barris, no início de 1996), e a prata, cuja produção atingiu 2.495,6 toneladas, em 1995, que colocou o México no primeiro lugar do ranking mundial nesse item.
A pauta de exportações é composta, principalmente, por produtos manufaturados, petróleo e seus derivados, prata, frutas, vegetais, café e algodão. Em contrapartida o México importa máquinas, equipamentos para indústria de aço, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos, autopeças e aviões.
CULTURA
O Continente Americano (Américas do Norte, Central e do Sul) começou a ser conhecido pelos europeus a partir da viagem de Colombo, em 1492. Por esse motivo, os povos que ali viviam são chamados de pré-colombianos e apresentavam diferentes estágios de desenvolvimento cultural.
As principais civilizações eram formadas pelos maias e pelos astecas, no México e na América Central; e os incas na Cordilheira dos Andes, na América do Sul. Os três povos tinham grandes conhecimentos de astronomia e matemática, dominavam técnicas complexas de construção, metalurgia, cerâmica e agricultura, mas não conheciam a roda nem o cavalo.
Os maias organizavam-se em uma espécie de federação de cidades-estado e atingiram o apogeu no século IV, quando tem início sua expansão, a partir das cidades de Uaxactún e Tikal. Entre os séculos X e XII, destaca-se a Liga de Mayapán, formada pelas cidades de Chichén Itzá, Uxmal e Mayapán. A aliança constituiu um império, que teve sob seu domínio outras doze cidades.
Os avançados conhecimentos que possuíam sobre astronomia (eclipses solares e movimentos dos planetas) e matemática permitiram aos maias criarem calendários cíclicos de grande precisão (o tzolkin, de 260 dias, e o haab de 365), que determinavam com exatidão o ano lunar, a trajetória de Vênus e o ano solar (365, 242 dias). Também inventaram um sistema de numeração com base 20 e utilizavam uma escrita hieroglífica que ainda não foi totalmente decifrada.
A arte maia se expressa-senas grandes obras arquitetônicas, como a torre de Palenque, o observatório astronômico de El Caracol, os palácios e pirâmides de Chichén Itzá, Palenque, Copán e Quiriguá, adornadas com esculturas e relevos. As pinturas, com grande variedade de cores, retratam cenas religiosas ou históricas. Também realizavam apresentações teatrais, nas quais homens e mulheres usavam máscaras para representar os animais.
O império asteca
Os astecas, por sua vez, eram subjugados pelos tepaneca, de Atzcapotzalco, para os quais pagavam tributos. Em 1440, foram os responsáveis pelo surgimento de uma tríplice aliança entre as cidades de Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán, que derrotou os tepanecas. A partir daí, os astecas iniciaram sua expansão territorial. Sob o reinado de Montezuma I, o Velho, tornaram-se um povo temido e vitorioso e ampliam seus domínios em mais de 200 quilômetros. Axayácatl, o sucessor de Montezuma, em 1469, conquistou a cidade de Tlatetolco e o vale de Toluca.
O império ampliou seus limites ao máximo sob o reinado de Ahuízotl, que impôs sua soberania sobre Tehuantepec, Oaxaca e parte da Guatemala. Em 1519, sob o reinado de Montezuma II, houve o primeiro encontro com os conquistadores espanhóis.
A sociedade asteca era rigidamente dividida. O grupo social dos pipiltin (nobreza) era formado pela família real, sacerdotes, chefes de grupos guerreiros e chefes dos calpulli. Podiam participar também plebeus (macehualtin) que tivessem realizado algum ato extraordinário. Tomar chocolate quente era um privilégio alta classe. O resto da população era constituído por lavradores e artesãos, e na última escala, os escravos (tlacotin).
A divindade mais venerada era Quetzalcóatl, a serpente emplumada, criadora do homem, protetora da vida e da fertilidade. A religiosidade asteca incluía a prática de sacrifícios – os rituais incluíam a oferenda de sangue e coração de animais ou de seres humanos para satisfazer os deuses.
Fontes: http://www.cidac.org, Embaixada do México no Brasil, Consulado-Geral do México em São Paulo, www.wikipedia.com e Ministério das Relações Exteriores do Brasil

















